Uso do PCI Conecta e cruzamento de informações foram decisivos para identificação de vítima
O trabalho técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, aliado ao cruzamento criterioso de informações periciais, relatos familiares e ao uso de ferramentas institucionais, foi decisivo para a identificação de um cadáver submetido a necropsia. A confirmação da identidade ocorreu a partir da análise detalhada de características físicas observadas durante o exame pericial e da comparação com dados de uma pessoa registrada como desaparecida.
Entre os elementos avaliados estavam a cor da pele, o porte físico e características odontológicas, como a presença de aparelho ortodôntico, compatíveis com as informações repassadas pela família. As datas do desaparecimento também apresentaram compatibilidade com o período estimado da morte, fortalecendo a linha de identificação adotada pela equipe.
Um fator determinante para o avanço do caso foi o uso do programa PCI Conecta, ferramenta institucional que permite a integração e o compartilhamento qualificado de informações entre setores da Polícia Científica. Por meio do sistema, foi possível organizar, cruzar e validar dados técnicos de forma mais ágil e segura, contribuindo diretamente para a confirmação da identidade.
Além disso, o contato da família, que chegou à Polícia Científica após tomar conhecimento do caso por meio de uma reportagem, possibilitou o envio de informações complementares que foram confrontadas com os registros periciais da necropsia.
O caso evidencia a importância do rigor técnico da perícia, do uso de tecnologia institucional, da colaboração dos familiares e de uma comunicação responsável, sempre pautada pelo respeito à legislação, à dignidade da vítima e ao compromisso da Polícia Científica de Santa Catarina com a verdade e a eficiência pericial.
