PCI – Polícia Científica de Santa Catarina

Servidores da Polícia Científica de Santa Catarina participam do XXVIII Congresso Nacional de Criminalística, em Gramado

A Polícia Científica de Santa Catarina (PCISC) participou do XXVIII Congresso Nacional de Criminalística, realizado entre os dias 27 e 30 de outubro, em Gramado, no Rio Grande do Sul. O evento reuniu peritos oficiais, pesquisadores e especialistas de diferentes regiões do país para discutir avanços científicos, inovações tecnológicas e desafios da perícia criminal.

Além de acompanhar a programação científica, profissionais da instituição catarinense desenvolvem com a apresentação de oito trabalhos, abordando temas que demonstram a diversidade das áreas de atuação da perícia oficial e a importância da pesquisa para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à sociedade.

Na área de identificação humana, a perita criminal Aline Borges Teixeira apresentou o trabalho “Pequenas Digitais, Grandes Possibilidades: Inovação Tecnológica na Identificação Biométrica Neonatal”, que aborda a aplicação de novas tecnologias à identificação biométrica de recém-nascidos. Um profissional também participou com o estudo “Entre a Evidência e a Interpretação: Os mecanismos cognitivos que influenciam o julgamento e a tomada de decisão pericial”, voltado à compreensão dos fatores cognitivos que podem influenciar a análise e a interpretação dos vestígios.

Na área de crime local contra a vida, o perito criminal Humberto Leitão Riella, em trabalho desenvolvido com a agente de polícia científica Laura Adriano Corrêa, apresentou o estudo “Desafios periciais na investigação de morte por asfixia por gás hélio: relato de caso”, abordando particularidades técnicas relacionadas à investigação desse tipo de ocorrência.

A entomologia forense também esteve entre os temas apresentados pela instituição. O perito criminal Victor Botteon participou com os trabalhos “Entomologia Forense aplicada ao local de crime” e “Exame toxicológico utilizando o besouro Oxelytrum discicolle (Coleoptera: Staphylinidae): o primeiro caso de entomotoxicologia forense da Polícia Científica de Santa Catarina”. Os estudos destacam aplicações de insetos nas investigações periciais, incluindo seu potencial como fonte de informações toxicológicas.

Na área ambiental, o perito criminal João Pedro Pinheiro Vieira apresentou o trabalho “Implantação e operação do Laboratório de Análise de Água e Efluentes da PCI/SC: desafios estruturais, técnicos e institucionais”, compartilhando experiências relacionadas à estruturação e ao funcionamento de um laboratório especializado em análises ambientais.

A informática forense também ganhou destaque com duas apresentações. O perito criminal Wilson Leite da Silva Filho abordou a experiência catarinense no trabalho “18 mil itens por ano: como a Informática Forense de Santa Catarina derrotou o passivo”, relacionado aos desafios operacionais e às estratégias empregadas para lidar com a demanda de exames periciais em dispositivos e materiais digitais.

Já o perito criminal Mateus Bizzotto Nunes apresentou o estudo “Exame forense em câmeras espiãs de baixo custo: da extração de memória flash à vinculação ao suspeito”, que trata de procedimentos técnicos de análise de dispositivos eletrônicos e de obtenção de elementos de interesse para investigações criminais.

A participação dos profissionais catarinenses evidencia a produção de conhecimento científico desenvolvido no âmbito da Polícia Científica e sua contribuição para o debate nacional sobre métodos, tecnologias e práticas aplicadas à perícia oficial.

O congresso também proporcionou oportunidades de intercâmbio de experiências com especialistas de outras instituições, fortalecendo a cooperação técnica e a atualização profissional.

Além das atividades científicas, a Polícia Científica de Santa Catarina também esteve presente na 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI), realizada durante o congresso, em Gramado.

O Perito-Adjunto Douglas de Oliveira Balen representou a instituição catarinense no encontro, que reuniu peritos-gerais e representantes das Polícias Científicas de todo o país para discutir diretrizes estratégicas relacionadas ao fortalecimento da perícia oficial brasileira.

Entre os principais assuntos debatidos teriam a integração de dados entre instituições, o aprimoramento dos bancos de dados criminais, a acreditação de laboratórios periciais e a apresentação dos resultados dos grupos de trabalho do Conselho.

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